sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Trabalho de Equipa

No último post falei da cumplicidade criminosa que se criou na Disneyland para apropriação de bens alheios. De facto, as coisas correm melhor quando se reunem esforços!

É o chamado "Job of equipe"!!!

domingo, 9 de novembro de 2008

A arte de roubar

Desenganem-se se pensam que me vou pronunciar sobre o novo filme de Leonel Vieira. Até porque a Soraia Chaves não se despe e isso, só por si, já torna o filme absolutamente único no panorama cinematográfico português!

Não! Eu estou aqui para vos confessar um crime! (Rufar de tambores) Eu já roubei!
(Aaaaaahhhhh!) Foi em França, em plena Disneyland!

Bem, o porta-chaves em forma de cara de Mickey foi um roubo sem nada a apontar. Agora, no que toca à lata com bonbons! Isso, sim, foi digno de artista! Deixem-me dizer que o preço da lata já era, ele próprio, um roubo!! Portanto, também não era de estranhar... Pois é, tenho que dizer que tive cúmplices que me ajudaram a executar o acto. Mas, o que torna isto tão artístico foi o facto de nos aproveitarmos da entrada do Pateta na loja para surripiar o dito objecto! Enquanto toda a gente se deliciava com a pessoa vestida de boneco, nós incluímos os bonbons nos nossos pertences!

Hein? Digam lá que não foi de artista!! Principalmente, tendo em conta que as criminosas só tinham 14 anos! XD

E fica aqui a prova do crime! (Não os bonbons, que esses já desapareceram há uns bons anos!)




sexta-feira, 7 de novembro de 2008

É a crise...

Lusco-fusquemos sobre este artigo de opinião do Fernando Alvim, publicado na edição de 23 de Outubro do Metro:


"Mania esta de termos de ser explorados no início da carreira, como se tivéssemos de ser sujeitos a uma qualquer humilhação. Mania esta das empresas se habituarem aos estágios não remunerados e findo os três meses “que era muito bom e tal, mas que infelizmente por razões logicamente financeiras não será possível integrá-lo!” Não interessa se era bom, se fazia falta, se tinha talento, se teve uma atitude diferenciadora em relação a todos os outros, o que interessa — isso sim — são os três meses. E os três meses acabaram e ali vêm outros. Mais três. Mais três meses.

É o preço da experiência. As empresas querem pessoas com experiência, mas novas, para não pagarem muito e por perceberem que estas ainda não têm bem a certeza de quanto é que valem. As pessoas com experiência, e com uma certa idade que já dói a deitar, sabem exactamente o seu preço. E o problema é esse. As empresas não gostam de pessoas que sabem o que valem e ao mínimo pedido de aumento: “Temos aqui sindicalista!” E daí tudo fazerem para não termos grandes ideias, nem termos muitas vezes razão, porque obviamente as melhores ideias valem dinheiro e isso pode levar à tal conversa a pedir aquela tal coisa que ainda há pouco falávamos. O aumento, lembram-se? Uma palavra maldita como aquelas que não se podiam dizer nos regimes ditatoriais e que é preciso falar baixinho e olhar duas vezes para um lado e para o outro, como se fôssemos atravessar uma estrada junto a uma curva de pouca visibilidade. Fala-se em aumento e os patrões pedem logo um copo de água e os medicamentos para a tensão arterial. Tem-se uma ideia que sabemos ser vencedora e logo o patrão, vendo que é tão boa, trata de nos tolher a alma como o frio nos dias de Inverno em que temos de ir trabalhar. Não interessa se é boa, o que importa mesmo é que o funcionário não cresça para não lhe pedir aquilo que sabemos. E depois, se houve uma ideia boa, “ele sim é que a teve” mesmo que esta seja um tudo-nada igualzinha à que lhe havíamos dado no dia anterior.

E assim, criou-se o hábito de só nos darem um aumento quando somos cobiçados por outra empresa e, aí sim, ouvimos aquilo que nos faz lembrar os primeiros dias em que íamos para a cama ranger paredes. Que somos muito importantes e tal, indispensáveis, essenciais para... bonitos para... tome lá dinheiro para... nem pense em sair para... E na maior parte das vezes, esta conversa já chega tarde para... porque a vontade de sairmos é imensuravelmente maior do que a de ficarmos para... A vontade de os fazermos perceber o quanto valíamos. De os fazermos saber o nosso valor quando sempre lhes havíamos dito. Gritando com a certeza do público do “Preço Certo”. Trazendo sempre bolinhos regionais para o Fernando Mendes."


Pois é! É a crise... a crise de valores!!!!